‘’ I CANT MAKE YOU LOVE ME ‘’ Sabe aquela sensação de seres capaz de fazer de tudo por uma pessoa, saltar para cima de u...

DAS TARAS E TIRAS DE HELENA Ep 04

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‘’ I CANT MAKE YOU LOVE ME ‘’ Sabe aquela sensação de seres capaz de fazer de tudo por uma pessoa, saltar para cima de um carro ou até mesmo levar um tiro, parece loucura ? É, eu sou um bocado louca sim. 

Essa é a quarta  carta que te escrevo, acredito que estejas a ler este texto e a pensar, ‘’ eu nem sequer recebi a primeira’’. Exacto, a primeira, aquela que guardei à sete  chaves dentro de mim, aquela em que não escrevi, mas sim vomitei cada palavra, cada verso, cada vírgula, cada ponto. Com o porre de coragem, depois de tanto tempo sem voltar a pegar em uma caneta, sem deixar que nenhuma palavra viesse de mim ‘’ sentida ‘’ como todas aquelas vieram. Não sei ao certo por que te escrevo novamente, depois de ter prometido para mim mesma que aquelas seriam as ultimas palavras que escreveria em tua honra. Mas e a inspiração querido ? Eu poderia escrever sobre o dia, poderia escrever sobre sexo, poderia escrever até sobre os temas mais clichés que qualquer escritor poderia imaginar, mas e a inspiração querido ?

Ela não me bate a porta, a não ser que o assunto sejam os nossos casos mal resolvidos, todas aquelas discussões em que me calei e preferi dormir, todos aqueles momentos em que quis bater na tua porta, no meio da madrugada, completamente bêbeda. Em que quis gritar o teu nome, por baixo do teu prédio, em que quis aparecer no teu atelier, em que quis destruir tudo o que te trazia sossego, porque eu, eu querido, eu já não era sossego. Era um furacão há espera de um pequeno sopro, por mais pequeno que fosse, para que me permitisse destruir cidades, vilas, destruir tudo em tua volta, porque foi nisto que me transformaste. Todos os meus lagos tranquilos, em mares irados, em tsunami catastróficos, em sismos aleatórios, em tudo menos no que eu costumava ser. 

Mas nem um único sopro, nem um único vento. absolutamente nada ! 

E como em todas as outras vezes, eu vou engolir mais uma carta, mais uma crise, eu vou manter todo o furacão dentro de mim, como tenho feito em todos esses meses.
 Até quando irei aguentar?
 Não sei ao certo. Mas hoje, não foi dos dias em que a coragem bateu-me a porta, em que embebedei-me de bravura, então permaneço imóvel, serena, permaneço Helena.


Com amor, Helena .



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