Lembro-me perfeitamente do primeiro dia em que reparei no teu sorriso resplandecente,  no brilho cintilante e no que tanto esc...





Lembro-me perfeitamente do primeiro dia em que reparei no teu sorriso resplandecente,  no brilho cintilante e no que tanto escondia o teu olhar. 

Lembro-me de estarmos distraídos em algum tipo de conversa com pouco sentido, se bem me lembro falávamos de linguistica e a similaridade da gramática em grande parte das línguas, tema que gerou debates entre o pequeno grupo em que nós os dois nos encontrava-mos, e como bem nos conheço, ficar calado perante toda aquela argumentação não seria um dos caminhos por se percorrer. Entre palavreados, frases feitas e filosofias, tirando o brilho e a importância de todo o resto ao redor, músculos alongaram-se por toda a tua face, covinhas entre o buço e as bochechas foram formadas, um brilho resplandecente se fez surgir sob a cutícula de felicidade que envolvia teus olhos, dando lugar à uma luz, uma paz, um mistério, uma perfeita dentição que no seu adorno doce derreteu-me o coração, dando lugar ao sorriso que inspira-me poemas, que me cede noites de suspiros e que me leva a amar-te mais e mais, com o correr dos nossos dias, amor.
Sorriso este, que naquele momento congelou o tempo, transformou segundos em eternidade e que retirou a importância do restante a nossa volta… Levando os meus olhos analistas para o resto do teu fisico, para o restante dos atributos ‘’ macho alfa’’ acordando instintos adormecidos pelo tempo e pela pouca oferta de qualidade em um mercado apenas interessado em lucros. Neste momento eu soube, bem no fundo, serias meu…

A eterna montanha-russa, a força electro-motriz e todas as energias do universo, conspiraram contra uma possível conversa, míseros 5 minutos de encontro de almas nos foram negados, algo que nos fizesse reparar minuciosamente um no outro, que nos mostrasse o que estava diante de nós, que numa corrida incessante desta pobre vida que temos, aonde perde-se tanta energia em algo que sempre esteve ao nosso dispor. Em meses de convivências estritamente profissionais, em saudações mormente relevantes e em cruzamentos pelo pátio em que a existência um do outro por nós foi completamente ignorada.


Como se diz amor, ‘’ Atrasa-se o encontro de almas, porém nunca poderão ser impedidas’’ de historias escritas a caneta de penas em papel de ‘’ Fangmatan’’ e guardadas a sete-chaves no baú dos destinos… 
Poetiza da rotina . Com tecnologia do Blogger.

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